Dólar fecha praticamente estável nesta quinta-feira, a R$ 4,06

O dólar fechou praticamente estável nesta quinta-feira (19). Durante a sessão, os investidores repercutiram dados do Relatório de Inflação do Banco Central, divulgados mais cedo. No documento, o BC, ao mesmo tempo em que melhorou a projeção de crescimento do PIB para este ano e o próximo, piorou a projeção de déficit em transações correntes (balança de comércio entre o Brasil e outros países).

A moeda norte-americana terminou o dia em leve alta de 0,08%, a R$ 4,0621.

Na véspera, o dólar fechou em baixa de 0,13%, vendida a R$ 4,0589, acumulando queda de 4,26% no mês, mas de 4,77% no ano.

"O mercado está vindo numa toada de bom humor, principalmente por conta do melhor cenário externo, do acordo entre Estados Unidos e China... E também por conta de final de ano, com um menor volume de negociações", explicou à Reuters Cristiane Quartaroli, economista do banco Ourinvest. "Por isso, a taxa está mais próxima de R$ 4 do que dos R$ 4,20 vistos recentemente."

Depois de quebrar máximas recordes em novembro, a moeda norte-americana vem arrefecendo nas últimas semanas.

Mais recentemente, o apetite por risco global foi melhorado pelo anúncio de um acordo comercial inicial entre Estados Unidos e China. Mas certa cautela persiste porque ainda não foram definidos data e local para a assinatura do pacto entre as duas maiores economias do mundo, destaca a Reuters.

Nesta quinta, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, disse que a fase um do acordo deve ser assinada no início de janeiro.

Durante o pregão, o mercado também analisou as declarações dadas na véspera pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Na noite de quarta-feira, ele afirmou que o governo continua avaliando uma forma de desonerar a folha de pagamentos – que poderá vir na forma de um tributo sobre transações digitais, o que pode incluir transferências e pagamentos feitos por meio de aplicativos de bancos, por exemplo.

Segundo o Ministério da Economia, os estudos sobre as transações digitais contemplam a nova economia digital e a digitalização do sistema financeiro, que inclui novas ferramentas de transações. Ainda segundo o ministério, ainda não há nada definido.

Neste pregão, o Banco Central vendeu todos os 10 mil contratos de swap cambial reverso e todos os 500 milhões de dólares em moeda spot (à vista) ofertados.

Fonte: G1