Moedas de mercados emergentes estão no nível mais subvalorizado da história, mostra pesquisa

Um número recorde de investidores acha que as moedas de mercados emergentes estão subvalorizadas, mostra pesquisa deste mês do Bank of America Merrill Lynch (BAML) divulgada nesta terça-feira (16).

Desfazendo-se sob a pressão do dólar forte, em meio às crises na Turquia e Argentina, moedas de mercados em desenvolvimento despencaram neste ano. Mais recentemente, elas foram atingidas por uma venda generalizada das ações, levando o índice de moedas emergentes do MSCI a cair 4,5% no ano e 7,4% desde o pico de março.

Um total de 51% dos investidores entrevistados pelo BAML disseram imaginar que as moedas dos mercados emergentes estão subvalorizadas – a pior avaliação desde que a pesquisa começou. Ao mesmo tempo, mais de 20% dos investidores disseram que o dólar estava significativamente supervalorizado, a segunda maior leitura de avaliação do dólar norte-americano.

A alocação em ativos emergentes subiu 15 pontos percentuais, atingindo seu nível mais baixo desde março de 2016 na pesquisa do mês passado. Os estrategistas da BAML atribuíram o aumento a investidores que apostaram que o dólar americano atingiu o pico.

"A rotação de outubro mostra a compra de ativos em dólar norte-americano por meio do mercado emergente, energia e commodities e venda de cíclicos e crescimento", escreveram eles, acrescentando que a compra de ativos emergentes era um importante negócio contrário.

A pesquisa, feita de 5 a 11 de outubro e que abordou investidores que administravam US$ 646 bilhões, também descobriu que os investidores estavam no nível mais pessimista em relação à economia global desde novembro de 2008.